Aposentada aguarda pela reconstrução de casa interditada pela Defesa Civil da Capital enquanto recebe aluguel social após atuação da Defensoria Pública

Aposentada aguarda pela reconstrução de casa interditada pela Defesa Civil da Capital enquanto recebe aluguel social após atuação da Defensoria Pública

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No início de abril de 2016, um forte vento levantou parte do telhado da pequena casa da auxiliar de serviços gerais aposentada Rosângela Maria Kehl, 63 anos, na Rua Laudelino José do Prado, no bairro José Mendes, em Florianópolis, numa depressão lateral da encosta no lado sudeste do Morro da Queimada que todos chamam de Buraca. Alguns dias mais tarde, durante uma chuva forte, uma parede lateral da residência desabou e, no dia 20 daquele mês, a Defesa Civil do Município, após vistoriar o local, emitiu um laudo de interdição do imóvel, sob risco iminente para a integridade física da moradora.

Rosângela alugou, então, a casa ao lado da sua, onde está até hoje junto com sua companheira, a cachorra Doralina, após ter obtido a concessão do auxílio habitação (aluguel social), previsto na Lei Municipal 9.855/2015, depois da atuação do defensor público Marcel Mangili Laurindo, da 13ª Defensoria Pública da Capital. Porém, desde aquela data, ela aguarda que o município realize os reparos na sua antiga residência. “O dinheiro que a Prefeitura já gastou com o aluguel poderia ter arrumado a casa. O que eu quero é o meu canto de volta, não quero morar na casa dos outros”, diz Rosângela.

Após ter sido abandonada pelo marido no começo dos anos 2000, Rosângela ficou viúva em meados de 2015, ao receber a notícia de que ele havia morrido em São Paulo. Dos três filhos, ela mantém contato com apenas dois: uma que é professora e mora com o marido e os filhos em Palhoça, e outro que é taxista na Capital. O terceiro filho é dependente químico e morador de rua. “Até tentei morar junto com ele, mas ele me agrediu. Não deu certo”, lamenta ela.

Rosângela comprou a casa que foi interditada em 2007 e pagou por ela R$ 4,2 mil, de um dinheiro que ela tinha guardado depois de ter trabalhado como terceirizada em Itajaí. “Dei tudo o que tinha, o terreno era maior, mas disseram que ele havia sido dividido e construíram outra casa mais em cima. E, desde que a casa foi interditada, o pessoal foi tirando tudo o que tinha, telhas, madeira, assoalho. Eu é que não iria dizer que não podia”, conta.