Assistido da Defensoria obtém direito a auxílio-doença do INSS após sofrer com ansiedade e depressão em decorrência de episódios estressantes quando trabalhava como vigilante

Assistido da Defensoria obtém direito a auxílio-doença do INSS após sofrer com ansiedade e depressão em decorrência de episódios estressantes quando trabalhava como vigilante

30/07/2021 Notícias 0

O juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital homologou o acordo obtido pela Defensoria Pública de Santa Catarina após ação ajuizada contra Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o pagamento, desde agosto de 2013, de auxílio-doença a um vigilante, depois de a perícia médica ter comprovado a ligação entre três eventos ocorridos durante o trabalho que desencadearam nele um quadro de ansiedade generalizada e depressão grave. Atuaram na ação as defensoras públicas Ana Paula Fischer e Michele do Carmo Lamaison e os defensores públicos Marcel Mangili Laurindo e Marcelo Scherer da Silva.

Quando trabalhava em uma empresa de segurança fazendo a vigilância no Banco do Brasil do bairro Kobrasol, em São José, o assistido pela Defensoria experimentou, em três ocasiões distintas, em 2013, situações traumatizantes que agravaram a sua doença. Na primeira, um cliente entrou armado na agência depois do horário do expediente e, após uma altercação, o vigilante esteve prestes a atirar nele, o que lhe desencadeou um surto de ansiedade. 

Meses depois, ele teve um desentendimento com um colega da empresa de segurança, motivado por estresse em seu ambiente de trabalho, quando ambos quase puxaram as armas. E, por último, ele estava junto à porta giratória do banco quando um cliente, irritado por ter sido barrado, chutou-a e acabou por quebrar os vidros que ficavam na parte superior, quase o atingindo. 

Atualmente desempregado, o vigilante foi segurado do INSS de novembro de 1975 até agosto de 1989, e depois de dezembro de 2011 a fevereiro de 2016. No total, foram cerca de 19 anos de contribuição previdenciária. De acordo com o diagnóstico de sua médica, as crises de ansiedade e a depressão grave causaram-lhe sintomas como humor deprimido, angústia, desesperança, irritabilidade, insônia, ideação suicida, sensação de morte iminente, tentativas de suicídios prévias, agressividade e sensação de edema em algumas situações, tais como dirigir. Em 2018, três médicos atestaram, em oportunidades diferentes, que o assistido da Defensoria não tinha condições de continuar exercendo sua atividade.