Coordenadora do NUDEM fala sobre pobreza menstrual em audiência pública na Assembleia Legislativa

Coordenadora do NUDEM fala sobre pobreza menstrual em audiência pública na Assembleia Legislativa

10/08/2021 Notícias 0

Na noite de ontem, segunda-feira (9 de agosto), a Assembleia Legislativa realizou uma audiência pública para tratar sobre a pobreza menstrual e o projeto de lei que institui a política “Menstruação sem tabu”, proposto pela deputada Ada de Luca e voltado à conscientização sobre a menstruação e a universalização de absorventes higiênicos. Convocada pela deputada Luciane Carminatti, a audiência pública contou com representantes de secretarias de Estado, do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e parlamentares. 

Uma em cada quatro adolescentes brasileiras não têm acesso a absorventes. Segundo a ONU, a pobreza menstrual (quer dizer, a indisponibilidade de acesso a produtos de higiene para o período menstrual) afeta mensalmente cerca de 12% da população feminina do planeta. Trata-se de uma questão de saúde pública, além de ser uma questão de direitos humanos, que afeta imensamente a vida e a dignidade de milhares de meninas e mulheres

A coordenadora do NUDEM – Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, defensora pública Anne Teive Auras, participou presencialmente do evento e fez uso da palavra, destacando que as mulheres pobres, negras, em situação de rua, presas, com deficiência são as maiores afetadas pela pobreza menstrual e que existem comunidades na região da Grande Florianópolis nas quais mulheres precisam recorrer a cascas de banana para substituir o absorvente. 

“Nós temos o dever, enquanto sociedade, de enfrentar as barreiras que impedem meninas e mulheres de atingir a equidade de gênero. Isso é fundamental não apenas para o desenvolvimento das mulheres enquanto seres humanos, em todas as potencialidades, com liberdade e sem violência, mas também para o desenvolvimento das nações, porque quando a mulher tem melhores condições de vida, a família tem melhores condições de vida, a comunidade tem melhores condições de vida”, afirmou a defensora pública.