Defensoria de Santa Catarina conclui segunda etapa do concurso público para ingresso na carreira

Defensoria de Santa Catarina conclui segunda etapa do concurso público para ingresso na carreira

10/01/2022 Notícias 0

A Defensoria Pública de Santa Catarina concluiu no final de semana a segunda etapa do concurso público para o preenchimento de vagas nos cargos de membra ou membro da instituição, Compareceram às provas realizadas sábado à tarde e no domingo pela manhã, com 5 horas de duração, no prédio do CSE da UFSC, em Florianópolis, 231 candidatos. Antes do início das provas discursivas e práticas, uma equipe formada por defensoras e defensores públicos, servidoras e servidores, realizou uma vistoria nos materiais de consulta dos candidatos.

Atualmente como advogado em Curitiba, Gladston Zanotto Junior, 32 anos, já trabalhou como assessor na Defensoria Pública do Paraná e, desde então, deseja ingressar nos quadros da instituição. “Apesar do déficit de estrutura, da falta de apoio das outras instituições, tanto de governo quanto do legislativo, a Defensoria Pública é uma das funções mais nobres do Direito”, afirmou ele, pouco antes de iniciar a segunda prova do domingo, que ele esperava ser ainda mais exigente que a da véspera. “Normalmente, as provas de Criminal têm sido as mais difíceis em todos os concursos. Ontem, usei todo o tempo que tinha”, declarou.

De acordo com os concorrentes, as provas tiveram um nível elevado de complexidade. “Estava dentro do padrão que se espera de uma prova da Defensoria, muito bem feita, com um viés institucional”, disse a candidata Thaís de Oliveira, 29 anos, que veio de Porto Alegre para o concurso. Com especialização em Direito, ela estuda para e participa apenas de concursos da Defensoria Pública. “O que me atrai é a função institucional de promoção dos Direitos Humanos e a vocação para transformar a sociedade. A Defensoria tem um importante papel de servir de resistência ao autoritarismo e ao estado de exceção violento que oprime grande parcela da população”, afirmou.

O paulista Fernando Bilenky, 36 anos, trabalhou 10 anos em um escritório de advocacia até largar o emprego e começar a estudar para concursos da Defensoria Pública. “A importância da Defensoria está em sua função contramajoritária, especificamente. Nada do que você faça pelo e no Direito, que serve ao capitalismo, vai revolucionar algo. Mas a Defensoria Pública tem uma capacidade de contenção de danos que pode melhorar a situação da população mais vulnerável”, disse o candidato.