NUCIDH e NIJID pedem informações sobre a operacionalização da vacinação das pessoas em situação de rua em Florianópolis, São José e Palhoça

NUCIDH e NIJID pedem informações sobre a operacionalização da vacinação das pessoas em situação de rua em Florianópolis, São José e Palhoça

28/05/2021 Notícias 0

A Defensoria Pública de Santa Catarina, por meio dos seus núcleos da Cidadania, Igualdade, Diversidade, Direitos Humanos e Coletivos – NUCIDH e da Infância e Juventude, Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência – NIJID, articularam, nas últimas semanas junto à Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina, a vacinação para a população em situação de rua de modo a que seja cumprido o Plano Nacional de Vacinação que determina a imunização dessas pessoas na atual fase. Após os dados apresentados pela Defensoria Pública quanto à estimativa do coletivo nos municípios, foi divulgada a autorização para início da vacinação dos moradores em situação de rua a partir do último dia 26.05.2021, nos termos da Deliberação n. 065/CIB/2021.

A fim de acompanhar a imunização do coletivo que exige estratégia diferenciada para alcançar seu objetivo devido às peculiaridades que o tema exige, os municípios de Florianópolis, São José e Palhoça foram requisitados a informar o modo pelo qual ocorrerá a vacinação da população em situação de rua, e, ainda, recomendou às autoridades municipais o planejamento de atividades de busca ativa, de forma periódica e durante todo o período de vacinação do Plano Estadual de Vacinação, para viabilizar a imunização efetiva dessa população.

No documento, o NUCIDH e o NIJID recomendam que a vacinação não seja limitada a nenhum cadastro prévio do município nem a usuários de determinado equipamento, mas acolha a toda a população em situação de rua que comparecer nos locais em que será realizada a imunização e que for localizada no município. Também que conscientize da importância da vacinação, e, ainda, oriente aos que forem imunizados da necessidade de se respeitar o prazo da segunda dose da vacina, considerando a realidade desse grupo populacional, que inclui diversas pessoas com transtorno mental e a possibilidade de perda do cartão de vacinação devido aos fatores a que estão expostos.