NUCIDH e NIJID questionam as Secretarias de Saúde da Capital, Palhoça e São José sobre adequação ao novo Plano Estadual de Vacinação para os grupos prioritários

NUCIDH e NIJID questionam as Secretarias de Saúde da Capital, Palhoça e São José sobre adequação ao novo Plano Estadual de Vacinação para os grupos prioritários

25/02/2021 Notícias 0

As defensoras públicas Ana Paula Fischer e Sharon Simões, coordenadoras, respectivamente, do NUCIDH – Núcleo de Cidadania, Igualdade, Diversidade, Direitos Humanos e Coletivos e do NIJID – Núcleo da Infância e Juventude, Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, da Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina, instauraram procedimentos administrativos para acompanhar a vacinação contra a Covid-19 nos municípios de Florianópolis, Palhoça e São José. O prazo para resposta é de três dias.

Diante da falta de informações sobre quais pessoas já teriam sido imunizadas nas três cidades, para além do número global, as defensoras públicas questionaram os titulares das Secretarias Municipais de Saúde acerca da adequação do Plano Municipal de Vacinação, tendo em vista as alterações do Plano Estadual e, também, entre outras coisas, sobre quais são os profissionais da saúde que estão sendo imunizados no momento e quais grupos precedem os idosos.  

A coordenadora do NIJID afirmou que algumas pessoas procuraram a Defensoria Pública relatando algumas situações, como de profissionais da saúde que estão realizando atendimentos on-line e que teriam sido imunizados, enquanto que para os idosos não se percebe um alcance grande da vacinação. “É preciso entender e averiguar como cada município está realizando os controles de vacinação e aplicando as diretrizes do Plano Estadual, pois não parece correto que uma pessoa nova e que sequer atende presencialmente preceda um idoso na imunização”, disse Sharon Simões.

Por sua vez, a coordenadora do NUCIDH falou sobre a alteração do Plano Estadual de Vacinação sem a mesma conformidade nos municípios: “Até o momento não notamos a necessária adequação dos Planos Municipais na Grande Florianópolis, o que nos preocupa, pois quando pleiteamos a inclusão das pessoas com deficiência grave, pessoas em situação de rua,  pessoas do sistema carcerário e quilombolas, foi justamente por se tratarem de grupos que, por alguma situação, encontram-se mais expostos”, afirmou Ana Paula Fischer.