NUDEM diz que exigência de prescrição médica dificulta acesso de gestantes e puérperas às vacinas

NUDEM diz que exigência de prescrição médica dificulta acesso de gestantes e puérperas às vacinas

01/07/2021 Notícias 0

O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NUDEM), da Defensoria Pública de Santa Catarina, expediu, nesta quinta-feira (1º de julho), ofício à Secretaria Estadual de Saúde para tratar da vacinação das gestantes e puérperas catarinenses contra a Covid-19. Isso porque o Estado tem exigido que as gestantes e puérperas apresentem relatório ou prescrição médica para vacinação, o que contraria a recomendação da Federação Brasileira de Ginecologistas e Obstetras (Febrasgo) e da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de Santa Catarina (Sogisc). 

“A exigência de prescrição ou relatório médico burocratiza a vacinação, cria dificuldades para essas mulheres e sobrecarrega o sistema de saúde. Para combater a mortalidade materna que tanto nos preocupa, precisamos de uma vacinação em massa: exigir prescrição médica para vacinação, ao arrepio do que recomendam as entidades médicas, dificulta o acesso das mulheres à vacina”, explica a coordenadora do NUDEM, defensora Anne Teive Auras.

O ofício, que faz referência à mobilização do coletivo “Lactantes pela vacinação Santa Catarina”, também pede informações sobre a perspectiva de autorizar gestantes e puérperas que receberam a primeira dose com Astrazeneca a concluir seu ciclo de imunização com o imunizante da Pfizer. “Estados como o Rio de Janeiro já autorizaram essa combinação, com base em estudos que demonstram sua segurança e eficácia. Trata-se de medida importante para acelerar a imunização dessas mulheres e garantir seu direito à vida e à saúde”, diz a defensora.