Primeiro dia do Mutirão das Famílias na Defensoria Pública com intensa procura por atendimentos

Primeiro dia do Mutirão das Famílias na Defensoria Pública com intensa procura por atendimentos

06/12/2021 Uncategorized 0

O primeiro dia do Mutirão das Famílias na sede da Defensoria Pública de Santa Catarina, em Florianópolis, teve intensa procura por parte da população que buscava uma solução para suas demandas. Os pedidos relacionados à pensão alimentícia, direito de visitação e regulamentação de guarda concentraram a maioria dos atendimentos realizados na tarde desta segunda-feira (6 de dezembro).

Para a coordenadora do NUCIDH – Núcleo de Cidadania, Igualdade, Diversidade, Direitos Humanos e Coletivos da DPESC, defensora Ana Paula Fischer, o saldo desse primeiro dia do Mutirão das Famílias foi muito positivo. “Como a gente já esperava, a procura foi bastante grande, mas conseguimos atender um amplo número de pessoas que estavam, de alguma maneira, com a demanda bastante represada, que já buscavam há algum tempo o nosso atendimento e tinham uma certa urgência em regularizar as suas situações familiares”, disse. Segundo ela, muitos acordos deverão ser realizados nesta terça (dia 7), já que várias pessoas manifestaram a intenção de buscar a conciliação em seus casos. 

Em alguns dos casos, a questão foi resolvida já neste primeiro dia de mutirão, como, por exemplo, o de K.S.S., de 32 anos, que veio de outro Estado e reside há três anos em Florianópolis. Depois de passar pela triagem, ela foi atendida por uma defensora e elogiou a atenção e o acolhimento que recebeu. “Foi bem rápido e bem mais prático, desde o agendamento até o atendimento presencial, foi excelente. Dei entrada na questão de reconhecimento de paternidade e fixar o valor da pensão alimentícia”, contou.

Gerente de logística, R.C.R., 39 anos, se surpreendeu com o pronto atendimento de seu caso. “Eu vi no site da Defensoria que teria hoje esse mutirão. Tenho guarda compartilhada com a mãe da minha filha, mas como ela vai no ano que vem morar comigo, fiz um pedido de guarda unilateral. Achei que seria bem complicado, mas foi muito tranquilo”, disse. 

“Eu nem sabia que teria esse Mutirão das Famílias. Eu vim pedir informação e a moça da recepção me disse que aconteceria hoje e amanhã. Deixei o meu nome e vim só à tarde, no horário indicado”, disse R.S.J., 29 anos, que ingressou com um pedido de pensão alimentícia e de divisão de bens, pois recentemente se separou do marido. K.S., 30 anos, também buscou atendimento na questão de alimentos. “Tive sorte, porque finalmente decidi buscar ajuda da Defensoria e, quando entrei no site, vi que tinha esse Mutirão das Famílias. A gente vai adiando, perdendo tempo. Foi super fácil fazer o cadastro e trouxe toda a documentação pedida”, afirmou.

C.S, 40 anos, viu no site da Defensoria Pública a matéria sobre o Mutirão das Famílias e veio buscar orientação sobre seu divórcio. “É uma excelente oportunidade de resolver de uma vez essas questões”, falou. J.G., 31 anos, buscou ajuda no SAJU – Serviço de Assessoria Jurídica da UFSC e lá foi orientada a procurar a Defensoria Pública. “Eu tenho a guarda do meu filho e, de forma consensual, quero compartilhar a guarda com o pai”, explicou.

Os defensores que atuaram no Mutirão das Famílias falaram da satisfação de poder ajudar a população mais necessitada. “É uma alegria imensa estar aqui neste mutirão, precisamos fazer isso mais vezes. Quero parabenizar toda a equipe por todo o empenho. É muito bom nos sentirmos úteis e servirmos a população catarinense”, disse a defensora Larissa Gazzaneo, que veio da Defensoria de Joinville prestar atendimento na Capital. 

Também de Joinville, o defensor André Luiz de Souza Araújo contou ter realizado atendimentos bem diversificados. “Teve uma situação de alimentos gravídicos, quando a mãe é ainda gestante e precisa de ajuda durante a gestação do nascituro. Fiz alguns divórcios e fiz, há pouco, uma ação de guarda, visita e alimentos, de uma mãe que quer reaver a guarda da avó, já que antes ela teve um período de instabilidade econômico-financeira e agora quer recuperar o filho. A maioria dos casos eu consegui resolver”, disse.

Para a defensora Luciane Krichenko Gewher, o dia foi muito produtivo. “Fiz sete atendimentos (até às 17h), mas em muitos casos a gente está tentando fazer contato com a outra parte para buscar um acordo, então ficaram algumas pendências. Mas, na maioria dos casos, se tem uma resposta positiva, já que a outra parte tem interesse em vir e conversar. Pelo whats app, pelo e-mail, a gente consegue resolver muitas questões”, revelou.

A defensora Anne Teive Aures, coordenadora do NUDEM – Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, também prestou orientação jurídica a mulheres vítimas de violência na Van dos Direitos, estacionada em frente ao prédio da DPESC. “As mulheres nos procuraram para obter orientação sobre como proceder em casos de violência doméstica e familiar, a violência sofrida dentro de casa por parte do marido ou do companheiro. Como fazer para requerer medidas protetivas, para registrar um boletim de ocorrência, saber quais são as consequências de sair de casa nessas situações, questões relacionadas também a direito de família, regulamentação da guarda dos filhos, pensão alimentícia, informações referentes às consequências de uma situação de violência aos seus direitos”, disse Anne.